quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Revolução na tv e também em campo


Em tempos de tv digital, quem chamou mesmo a atenção da mídia no último domingo foi a torcida corinthiana. Parece que pelo menos a fiel torcida, a segunda maior do país (perde apenas para a torcida do Flamengo), soube administrar bem o início da crise, a recepção aos jogadores foi tranqüila. Nem mesmo a estréia da tv digital no Brasil no mesmo dia, tirou o foco da crise do “timão” paulista. Em solo gaúcho, as fotos do empate do Corinthians contra o Grêmio no Campeonato Brasileiro foram destaques nas capas de jornais de segunda-feira.
Crise para o Corinthians, que segue na segunda divisão do campeonato em 2008, mas prestigio para a série B do campeonato que contará com a presença do timão e sua fiel torcida. Ironias a parte, o Corinthians terá que se adaptar à realidade da segunda divisão. Grandes times já passaram por essa árdua experiência, o tricolor gaúcho, o Grêmio é exemplo, assim como Botafogo e também Portuguesa, que recentemente voltou à série A.
Os corinthianos gritavam no domingo: “Aqui tem um bando de loucos...sou louco por ti Corinthians...eu vivo por ti Corinthians...eu canto pra te empurra!” Provocavam os gremistas ao final do empate: “ão...ão segunda divisão!” Mais tarde em rede em nacional o pronunciamento do presidente Lula: “A transmissão digital é um salto de cultura para a população e vai estimular a indústria nacional”. Na segunda-feira, numa coletiva de imprensa, Andrés Sanches, presidente do Corinthians declara: "O Corinthians estava como um doente terminal, na UTI... infelizmente não foi recuperado".
De um lado a paixão pelo time demonstrada pela torcida. Do outro, as conseqüências da má administração, gastos elevados que causaram a tristeza dos torcedores. As imagens que foram vistas ao término do jogo no Olímpico, causaram nostalgia. Isso tudo levando em conta que o sinal de transmissão das imagens ainda nem é digital.
Ironias e provocações estarão na rotina do torcedor corinthiano. Ao ser rebaixado para a série B, o timão terá que se acostumar com uma realidade não muito deslumbrante em contraponto com a chegada da tv digital. Este “salto” da série A para série B vai continuar preocupando os corinthianos até 2009.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

CRÔNICA: Coisas feitas pelo coração


"Nunca foi tão difícil escrever para ti, três tentativas com o celular nas mãos. Os dedos travados não conseguem digitar sequer uma única frase, na cabeça vários formas de iniciar, mas nada vem do coração como antes.
Fecho o campo de mensagem do meu celular e imediatamente abro um sorriso - símbolo positivo de que há de fato uma superação, uma quebra de barreiras. O sorriso é de alívio por desistir. Estranhei meu comportamento, mas admito que demorei e muito para perceber que os meus sentidos não precisavam mais daquele sentimento. De tão abstrato já não trazia mais grandes emoções, nem sonhos, nem expectativas - nem momentâneas e nem futuras."


Depoimento de "Mônica"

------------------------------------------------------------------------------------------------"Entra no trem, coloca os fones nos ouvidos e segue viagem com pensamentos soltos: ele parece estar longe e sua memória viaja também. Diferentemente do trem que possui um rumo, as idéias o perturbam e o proibem de saber a previsão de onde vai parar. A memória o força a trazer boas lembranças de "Mônica" e a saudade da garota de um tempo que não volta mais.
Ela que nunca mais ligou e nem mandou mensagens...ela que tanto o importunava com surpresas e letras de músicas, ela que mesmo estando longe transmitia em sonho uma certa energia boa.
"Eduardo" percebe que "Mônica" já não está na sua sintonia. E isso o perturba! Decide então ligar para a garota, quer saber dela, como está, o que anda fazendo da vida, se está feliz. Mas esbarra na idéia fixa de que "Mônica" não quer mais vê-lo, nem quer mais saber dele, em como ele está, e o que ele anda fazendo da vida e se está feliz!
Pensa em mandar uma mensagem, abre e fecha o campo mensagem no celular várias vezes, o hábito de digitar não é muito comum a ele e isso facilita na desistência. Triste e angustiado desce na estação e para sua surpresa...

Minha percepção sobre "Eduardo"
-----------------------------------------------------------------------------------------------"Mônica" está na estação, mas por alguns segundos apenas, a garota de um tempo que não volta mais, decide entrar no mesmo trem que "Eduardo" desceu... ele não sabe que, o que motivou "Mônica" a entrar no trem foi exatamente o fato de tê-lo visto rapidamente.

Minha análise...diante dos fatos!
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"Quem um dia irá dizer / Que existe razão / Nas coisas feitas pelo coração? /E quem irá dizer
Que não existe razão...?"

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Não houve tempo pra nada, "Eduardo" parou na estação e ali ficou vendo "Mônica" dentro do vagão que ia se distanciando. "Mônica" permaneceu imóvel próxima a porta. E pelo vidro podemos notar (eu e eduardo) os olhos de "Mônica" iluminados pelas lágrimas!

Nossa percepção ("Eu" e "Eduardo")

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Ela não soube me explicar porque chorou e porque fugiu!
Ele não quis falar, chorou e pensou que nunca mais sentirá a sintonia dos bons pensamentos de "Mônica".
Acho que encontros agora somente em sonhos não desejados por ela ou ao acaso proporcionado pelo destino, como nesse dia da estação!
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e pior que:
"todo mundo diz que ele completa ela
E vice-versa, que nem feijão com arroz!!!!"
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"Quem um dia irá dizer
Que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão...?
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Michelle Raphaelli

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Brincando de ser Mulher - Nova Versão


Batom vermelho, “blush”, sapato de salto alto e um espelho bem “grandão” no quarto da mãe ou da avó. Lembro-me bem desta fase em minha vida, em que eu ficava em frente ao espelho da minha avó Rosinha e ali diante daquela imagem refletida, me transformava. Maquiagem exagerada, batom que aumentava a boca, beijos no espelho, anéis em todos os dedos, pulseiras, colares. Enfim, eu lembrava e muito a personagem “Porcina” da novela Roque Santeiro. E de fato era assim que me chamavam quando aparecia daquele estado. Em frente ao espelho, com o ventilador ligado ousava poses de “Marylin Monroe”, que eu via na tv e nas revistas velhas da minha mãe.
Não tinha consciência de que aquela brincadeira despertava em mim um sentimento, um desejo de ser mulher o mais rápido possível. Menina que ainda brincava de bonecas, mas que se idealizava como uma mulher bonita e sexy. Acho que toda aquela maquiagem era a maneira que tinha de esconder a cara de criança, o sorriso de menina; que embora tentasse esconder com maquiagem, transparência no momento em que eu caminhava com aquele salto número 15, cambaleava, mas não caia.
Passados alguns anos, as brincadeiras com as maquiagens da avó, roupas e sapatos da mãe perderam a graça – menina magra, alta e cheia de apelidos na escola. Aliás, toda pré–adolescente sofre com os apelidos, e os preconceitos: gordinhas, magras. Mas assim que o primeiro amor de menina surgiu, os problemas com as pernas finas demais desapareceram e agora, as preocupações do dia eram que roupa vestir para ir até a escola? Como arrumar o cabelo? Qual a cor do batom?
As primeiras perguntas, curiosidades com o corpo, os primeiros preconceitos que envolvem a adolescência de uma menina, não se restringem apenas às dúvidas sobre sexo, a menina sente toda a transformação em seu corpo, sente sua alma infantil se despedir e tudo se modifica.
Hoje, as informações sobre sexualidade estão em todos os lugares: escola, tv, internet, revistas, livros. Em outros tempos, tudo era bem diferente, não havia diálogo. As mulheres eram oprimidas pela sociedade, não tinham abertura para falar sobre seus anseios, seus objetivos, desejos – e isso era repassado no relacionamento entre mães e filhas. Os tempos mudaram e falar sobre determinados temas não é mais tabu. Ao analisar a questão da mulher hoje e a mulher nos tempos de minha mãe, ou de minha avó, notaremos que há mais liberdade, mais informação e mais confiança.
Existe uma abertura para falar livremente sobre sexo com quase todo mundo – as meninas sabem que sexo sem camisinha é risco, e que a pílula ajuda a evitar a gravidez indesejada; elas conhecem os riscos de um aborto mau feito. Sempre quando o aborto aparece como tema de discussão, agradeço por minha mão não ter pensado nessa “alternativa” naquela época. Visto que eu nasci de uma gravidez precoce. E quantas “meninas mães” existem por aí? Não há como justificar uma gravidez precoce num mundo tão comunicativo.
O que quer uma mulher? Martha Medeiros numa de suas colunas responde que – “(...) uma mulher quer aprender a ser mais egoísta. Quer, ao menos uma vez na vida, pensar, só nela e em mais ninguém.” Martha tentou em seu texto responde para Freud que nós mulheres não somos tão complicadas. Às vezes acho que somos complicadas sim – não conseguimos ser egoístas porque temos o espírito materno, temos uma mania de proteger até o que não precisa de proteção. A mulher não consegue ser só mulher, ela quer ser tudo que puder ser – mãe, irmã, amante, filha, atriz, professora – são os conflitantes sentimentos femininos. E dizem por aí que somos o sexo frágil! Deixamos de ser frágeis há tempos.

Arte por alguns tostões e sua agenda valorizada

O teatro não é caro, é arte ao alcance de quem está ativo para recepção de cultura. Pense em apreciar a arte da representação e usufrua espontaneidade, exposição do improviso e interatividade imediata de público. E, se para isso for necessário, pagar alguns tostões, é justo, porque é arte. Nós brasileiros, porém, ainda preferimos programas de tvs como reality shows e novelas. Ao invés de investir em entretenimento teatral, nos enlatamos na telinha da tv de cada dia.
O que você faz com R$ 10 para o seu divertimento? Inclua arte na sua agenda. Por que não um teatrinho uma vez ou outra? A explicação para a raridade de público nos teatros talvez seja essa comodidade e facilidade proporcionada pela cultura midiática.


Opinião sobre a Matéria da Editoria de Teatro publicada no Babélia - 8ª Edição

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

O amargo é que faz crescer!

Texto de um amigo...publicado no Blog dele:

Saber o sabor
É preciso saber o sabor da vida e degustá-la com amor. Conhecer o doce sabor das conquistas e engolir o amargo sabor das derrotas. Aprender a gostar do sabor da realidade é inevitável. Ora ela presenteia nosso paladar, ora nos azeda o estômago. Mas tão importante quanto conhecer os sabores é saber que nem tudo é tão saboroso quanto esperávamos. Enfim, seja doce ou amargo, o importante mesmo é saborear a vida e aprender com isso.

O Comentário da Jornalequeira aqui:
O amargo é que faz crescer...
não utilizo medidor para acrescentar açúcar!!
Vou adoçando...adoçando!
O saber adoçar é que é difícil...como saber a dose certa para cada momento amargo?
Só vivendo...sentido e saboreando!!!

Link Blog - Ricardo Machado : http://pensoufalou.blogspot.com

domingo, 14 de outubro de 2007

Com o passar do tempo...

Com o passar do tempo você percebe que
um simples sorriso faz muita diferença...
um simples abraço trnsforma segundos em longos minutos...
que o som da viola nos remete a outro mundo...
que estar sozinho requer equilíbrio emocional!

Com o passar do tempo você percebe
o real valor das pessoas...
o real sentindo das palavras: amizade...companhia...amor
você percebe que as pessoas são diferentes umas das outras e isso é o melhor de tudo!

Com o passar do tempo você percebe que
criar expectativa não é tão ruim assim,
que você zera a quilometragem ao dedicar-se a uma nova amizade
ao se dedicar a um novo reclacionamento.

Com o passar do tempo você
quer andar sozinho, mas não quer estar só!
quer ter alguém, mas tb quer parecer sozinho!
quer parecer confuso quando na verdade é totalmente previsível.

Com o passar do tempo você
perde a vontade de estar com algumas pessoas, para estar com outras.
adiciona conteúdo a suas companhias, quer estar rodiado de pessoas parecidas com você!

Com o passar do tempo você aprende
que a vida é assim mesmo, não podemos modificar, moldar seres...
somos assim mesmo cada um com uma forma distinta em defeitos e qualidades!
E perdemos tempo, tentando modificar, melhorar ou nos piorar!

Com o passar do tempo...ficamos maduros suficientes para entender que o tempo passou mas não foi em vão!

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

O Senado - A vergonha nacional!

Segundo a Revista Veja, “O senado enterrou a ética e salvou Renan Calheiros”, reportagem da edição de 19 de setembro de 2007.

A reportagem da Revista Veja mostra que o governo federal e o PT se associaram a Renan Calheiros para garantir a absolvição do mandato do senador. Na denúncia da Revista há um trecho que mostra claramente os artifícios utilizados para conseguir votos a favor do presidente do senado – “... à custa de grandes e dispendiosos favores, com ingrediente de chantagem e ameaça e com a participação de personagens conhecidos pela atuação heterodoxa no submundo da política (...)”. A repórtagem acusa o governo por favorecer o Senador Renan Calheiros e faz com que os brasileiros sintam-se ainda mais envergonhados por creditar seus votos a parlamentares corruptos.

O presidente do senado absolvido das acusações gera exemplos aos demais políticos brasileiros já tão incrédulos. Quer dizer então que agora utilizar dinheiro público para pagamento de contas pessoais não é crime, e poderá ser um recurso utilizado com freqüência por outros políticos. Também está liberada a utilização, sem medos, de notas frias para comprovar ações não muito claras, assim como a invenção de empréstimos e outras ações obscuras que nem os senadores que votaram contra a cassação conseguem entender. Se Renan Calheiros foi absolvido, outros políticos poderão se encorajar a protagonizar ações desta mesma índole.

O Senado protagonizou, na última semana, cenas que envergonharam os brasileiros. A absolvição de Calheiros foi um golpe à ética na política nacional, o presidente do senado foi absolvido da acusação de quebra do decoro parlamentar. Numa votação covarde e secreta, 46 senadores feriram a credibilidade do senado brasileiro. Foram 40 votos contra a cassação de Renan, seis votos de abstenção que ajudaram a confirmar o quadro da absolvição contra 35 votos a favor da cassação.

E a opinião pública? Se imagem da Câmara já estava suja diante dos escândalos do “mensalão”, agora então estamos diante de um Senado brasileiro sem máscaras, mas com parlamentares covardes e indignos da confiança de seus eleitores, que se escondem atrás da possibilidade de uma votação secreta. Este episódio foi mais um golpe contra a credibilidade do dos políticos em geral e nos coloca diante de uma discussão sobre a importância de se ter um senado e de acreditar nos seus parlamentares.