terça-feira, 29 de abril de 2008

O que você quer ser quando crescer?


Ser Professor, cantor, piloto de avião, astronauta ou jogador de Futebol eram respostas comuns para boa parte da criançada nas décadas de 80 e 90 quando a pergunta era: O que você quer ser quando crescer?
Será que houve alguma mudança de comportamento nestes últimos anos?
O exemplo financeiro dos pais, o orgulho dos professores e o sucesso de algum ídolo eram motivos suficientes para causar na criança uma influência. E esses três exemplos tinham uma conotação de passar segurança nas decisões. Os exemplos transmitiam confiança para decidir o queriam ser, quando ficassem adultos. Hoje, a competição acirrada e qualificada, a dificuldade de entrar no mercado de trabalho e a maior facilidade para obtenção de conhecimento, são variáveis que fazem parte dessa equação de escolha. O consumismo, o status e o sucesso são conseqüências da mudança de comportamento na hora de escolher uma carreira. Será que as crianças, hoje em dia, sabem o que querem ser?


Aguardo os comentários!!

quarta-feira, 23 de abril de 2008

É Cor de Rosa Choque


Que o tema mulher é um bom argumento para compositores do mundo todo, já sabemos! São Maria’s, Carolina’s, Natasha’s, Luiza’s que em forma de música têm suas histórias, comportamentos e nomes expostos. Algumas letras de música com intenção de homenagear transformam-se em verdadeiros hinos.


Segue lista sugestiva:

Michelle Beatles
Melissa Bidê ou Balde
Janaina Biquíni Cavadão
Natasha Capital Inicial
Yolanda Chico Buarque
Maria Maria Elis Regina
Layla Eric Clapton
Kátia Flávia Fernada Abreu
Amélia Fundo de Quintal
My Michelle Gun´s N Roses
Juliana Bom Balanço
Ana Julia Los Hermanos
Carla LS Jack
Madalena Martinho da Vila
Camila Nenhum de Nós
Carolina Seu Jorge
Ana Banana TNT
Luiza Tom Jobim

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

E tenho mania de...

Bom...tenho mania de escrever meu nome várias vezes quando estou pensativa e por um acaso há papel e lápis por perto, sendo assim, não controlo os dedos e tampouco a mente. Michelle, Michelle, Michelle...desenhos de estrelas,dados e casinhas com janelas e portas nos mínimos detalhes – despertaram em mim uma curiosidade fora do normal. E como a maioria das pessoas, recorri a consulta na web e achei alguns significados. Que me perdoem os psicólogos, mas como nestes significados só achei boas justificativas para minhas manias, fiquei feliz e resolvi repassar as informações.

Espirais
Quem fica desenhando espirais não gosta de ficar sozinho. Desenhos assim são feitos, geralmente, por pessoas que gostam de se destacar no grupo e batalham para ter alguma função em qualquer lugar, em qualquer turma.


Flores
Se você, vira e mexe, desenhar flores, é uma pessoa sensível. Seu jeito meio maternal deve fazer muito sucesso entre sobrinhos e primos menores.

Setas
Desenhar setas significa alguma idéia fixa. Se elas apontarem para baixo ou para esquerda, elas falam de alguma coisa que já passou. Se elas apontarem para a direita, indicam futuro. Se as setas apontarem para cima, você deve estar entediado(a) e é bom se programar direitinho para o próximo fim de semana.

Olhos
Você é curioso(a) ou esta procurando alguma solução para um problema se desenhar olhos. O sentido do olhar também é importante: para a esquerda, indica algo no passado; para a direita, mira
o futuro. Se você tiver desenhado olhos fechados, é provável que não esteja querendo enfrentar uma situação ou não queira admitir algo cruel sobre si mesmo.

Círculos
O hábito de desenhar círculos indica que você é uma pessoa que se completa, mas gosta de passar bastante tempo com as pessoas. No entanto, se são vários círculos que se sobrepõem, você gosta de ficar na sua. Pode ser, também, que esteja tentando guardar um segredo. Se você costuma completar o círculo cuidadosamente, deve já ter-se dado mal ao se abrir com os outros e, agora, tenta se fechar
mais.

Caras e Bocas
Tudo indica que se sinta bem ajustado(a) ao seu mundo. As expressões dessas figuras que surgem do nada também revelam como você esta se sentindo. Ou seja: quem esta contente desenha pessoas felizes. Se em vez disso, o que surgem no papel são figuras esquisitas, fantasmas, algo deve estar pegando na sua vida.

Nomes (Pedro, Alice, Romeu, Andréia, ....)
Se você não para de escrever seu próprio nome, pode ser um jeito inconsciente de demonstrar que esta triste ou se sentido rejeitado(a) pelos outros. Mas pode também significar que você anda muito
preocupado(a) consigo mesmo e, que nesse momento, nada mais importa.


Cubos
Desenhar cubos revela uma pessoa que nada tem de preguiçoso(a). Pelo contrário: você é criativo(a), motivado(a) e gosta de pôr a mão na massa, de participar. Desenhar um cubo dentro do outro demonstra frustração com alguma coisa ou alguém.


Estrelas
Rabiscar estrelas é um sinal de ambição, de que você tem objetivos bem definidos na sua cabeça. Se as estrelas forem simétricas, você sabe analisar as situações, é curioso(a) e seguro(a) de si. Já as estrelas disformes, assimétricas, indicam que você tem muita energia, mas não sabe bem como usá-la.

Casas
Desenhar casas significa estar se sentindo bem no lugar onde se vive. Uma casa aponta para uma sensação de conforto, paz com a família, mesmo que algumas brigas com os irmãos pareçam dizer o
contrario. Mas se a casa não tiver janelas nem portas, isso pode indicar uma sensação de pouco espaço.

Linhas
Linhas retas são feitas por quem é entusiasmado(a), tem objetivo(a) e vai direto ao ponto. Linhas em ziguezague ou que se cruzam várias vezes indicam que alguma coisa mexeu muito com você, mas sua opção é não pôr o dedo na ferida. Ao menos por enquanto.

Ondas
Você esta pronto para mergulhar em alguma coisa nova, que pode mudar a sua vida. Ondas lembram movimento, expectativa de uma oportunidade especial ou desejo de cair fora, rapidinho.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Revolução na tv e também em campo


Em tempos de tv digital, quem chamou mesmo a atenção da mídia no último domingo foi a torcida corinthiana. Parece que pelo menos a fiel torcida, a segunda maior do país (perde apenas para a torcida do Flamengo), soube administrar bem o início da crise, a recepção aos jogadores foi tranqüila. Nem mesmo a estréia da tv digital no Brasil no mesmo dia, tirou o foco da crise do “timão” paulista. Em solo gaúcho, as fotos do empate do Corinthians contra o Grêmio no Campeonato Brasileiro foram destaques nas capas de jornais de segunda-feira.
Crise para o Corinthians, que segue na segunda divisão do campeonato em 2008, mas prestigio para a série B do campeonato que contará com a presença do timão e sua fiel torcida. Ironias a parte, o Corinthians terá que se adaptar à realidade da segunda divisão. Grandes times já passaram por essa árdua experiência, o tricolor gaúcho, o Grêmio é exemplo, assim como Botafogo e também Portuguesa, que recentemente voltou à série A.
Os corinthianos gritavam no domingo: “Aqui tem um bando de loucos...sou louco por ti Corinthians...eu vivo por ti Corinthians...eu canto pra te empurra!” Provocavam os gremistas ao final do empate: “ão...ão segunda divisão!” Mais tarde em rede em nacional o pronunciamento do presidente Lula: “A transmissão digital é um salto de cultura para a população e vai estimular a indústria nacional”. Na segunda-feira, numa coletiva de imprensa, Andrés Sanches, presidente do Corinthians declara: "O Corinthians estava como um doente terminal, na UTI... infelizmente não foi recuperado".
De um lado a paixão pelo time demonstrada pela torcida. Do outro, as conseqüências da má administração, gastos elevados que causaram a tristeza dos torcedores. As imagens que foram vistas ao término do jogo no Olímpico, causaram nostalgia. Isso tudo levando em conta que o sinal de transmissão das imagens ainda nem é digital.
Ironias e provocações estarão na rotina do torcedor corinthiano. Ao ser rebaixado para a série B, o timão terá que se acostumar com uma realidade não muito deslumbrante em contraponto com a chegada da tv digital. Este “salto” da série A para série B vai continuar preocupando os corinthianos até 2009.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

CRÔNICA: Coisas feitas pelo coração


"Nunca foi tão difícil escrever para ti, três tentativas com o celular nas mãos. Os dedos travados não conseguem digitar sequer uma única frase, na cabeça vários formas de iniciar, mas nada vem do coração como antes.
Fecho o campo de mensagem do meu celular e imediatamente abro um sorriso - símbolo positivo de que há de fato uma superação, uma quebra de barreiras. O sorriso é de alívio por desistir. Estranhei meu comportamento, mas admito que demorei e muito para perceber que os meus sentidos não precisavam mais daquele sentimento. De tão abstrato já não trazia mais grandes emoções, nem sonhos, nem expectativas - nem momentâneas e nem futuras."


Depoimento de "Mônica"

------------------------------------------------------------------------------------------------"Entra no trem, coloca os fones nos ouvidos e segue viagem com pensamentos soltos: ele parece estar longe e sua memória viaja também. Diferentemente do trem que possui um rumo, as idéias o perturbam e o proibem de saber a previsão de onde vai parar. A memória o força a trazer boas lembranças de "Mônica" e a saudade da garota de um tempo que não volta mais.
Ela que nunca mais ligou e nem mandou mensagens...ela que tanto o importunava com surpresas e letras de músicas, ela que mesmo estando longe transmitia em sonho uma certa energia boa.
"Eduardo" percebe que "Mônica" já não está na sua sintonia. E isso o perturba! Decide então ligar para a garota, quer saber dela, como está, o que anda fazendo da vida, se está feliz. Mas esbarra na idéia fixa de que "Mônica" não quer mais vê-lo, nem quer mais saber dele, em como ele está, e o que ele anda fazendo da vida e se está feliz!
Pensa em mandar uma mensagem, abre e fecha o campo mensagem no celular várias vezes, o hábito de digitar não é muito comum a ele e isso facilita na desistência. Triste e angustiado desce na estação e para sua surpresa...

Minha percepção sobre "Eduardo"
-----------------------------------------------------------------------------------------------"Mônica" está na estação, mas por alguns segundos apenas, a garota de um tempo que não volta mais, decide entrar no mesmo trem que "Eduardo" desceu... ele não sabe que, o que motivou "Mônica" a entrar no trem foi exatamente o fato de tê-lo visto rapidamente.

Minha análise...diante dos fatos!
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"Quem um dia irá dizer / Que existe razão / Nas coisas feitas pelo coração? /E quem irá dizer
Que não existe razão...?"

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Não houve tempo pra nada, "Eduardo" parou na estação e ali ficou vendo "Mônica" dentro do vagão que ia se distanciando. "Mônica" permaneceu imóvel próxima a porta. E pelo vidro podemos notar (eu e eduardo) os olhos de "Mônica" iluminados pelas lágrimas!

Nossa percepção ("Eu" e "Eduardo")

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Ela não soube me explicar porque chorou e porque fugiu!
Ele não quis falar, chorou e pensou que nunca mais sentirá a sintonia dos bons pensamentos de "Mônica".
Acho que encontros agora somente em sonhos não desejados por ela ou ao acaso proporcionado pelo destino, como nesse dia da estação!
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e pior que:
"todo mundo diz que ele completa ela
E vice-versa, que nem feijão com arroz!!!!"
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"Quem um dia irá dizer
Que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão...?
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Michelle Raphaelli

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Brincando de ser Mulher - Nova Versão


Batom vermelho, “blush”, sapato de salto alto e um espelho bem “grandão” no quarto da mãe ou da avó. Lembro-me bem desta fase em minha vida, em que eu ficava em frente ao espelho da minha avó Rosinha e ali diante daquela imagem refletida, me transformava. Maquiagem exagerada, batom que aumentava a boca, beijos no espelho, anéis em todos os dedos, pulseiras, colares. Enfim, eu lembrava e muito a personagem “Porcina” da novela Roque Santeiro. E de fato era assim que me chamavam quando aparecia daquele estado. Em frente ao espelho, com o ventilador ligado ousava poses de “Marylin Monroe”, que eu via na tv e nas revistas velhas da minha mãe.
Não tinha consciência de que aquela brincadeira despertava em mim um sentimento, um desejo de ser mulher o mais rápido possível. Menina que ainda brincava de bonecas, mas que se idealizava como uma mulher bonita e sexy. Acho que toda aquela maquiagem era a maneira que tinha de esconder a cara de criança, o sorriso de menina; que embora tentasse esconder com maquiagem, transparência no momento em que eu caminhava com aquele salto número 15, cambaleava, mas não caia.
Passados alguns anos, as brincadeiras com as maquiagens da avó, roupas e sapatos da mãe perderam a graça – menina magra, alta e cheia de apelidos na escola. Aliás, toda pré–adolescente sofre com os apelidos, e os preconceitos: gordinhas, magras. Mas assim que o primeiro amor de menina surgiu, os problemas com as pernas finas demais desapareceram e agora, as preocupações do dia eram que roupa vestir para ir até a escola? Como arrumar o cabelo? Qual a cor do batom?
As primeiras perguntas, curiosidades com o corpo, os primeiros preconceitos que envolvem a adolescência de uma menina, não se restringem apenas às dúvidas sobre sexo, a menina sente toda a transformação em seu corpo, sente sua alma infantil se despedir e tudo se modifica.
Hoje, as informações sobre sexualidade estão em todos os lugares: escola, tv, internet, revistas, livros. Em outros tempos, tudo era bem diferente, não havia diálogo. As mulheres eram oprimidas pela sociedade, não tinham abertura para falar sobre seus anseios, seus objetivos, desejos – e isso era repassado no relacionamento entre mães e filhas. Os tempos mudaram e falar sobre determinados temas não é mais tabu. Ao analisar a questão da mulher hoje e a mulher nos tempos de minha mãe, ou de minha avó, notaremos que há mais liberdade, mais informação e mais confiança.
Existe uma abertura para falar livremente sobre sexo com quase todo mundo – as meninas sabem que sexo sem camisinha é risco, e que a pílula ajuda a evitar a gravidez indesejada; elas conhecem os riscos de um aborto mau feito. Sempre quando o aborto aparece como tema de discussão, agradeço por minha mão não ter pensado nessa “alternativa” naquela época. Visto que eu nasci de uma gravidez precoce. E quantas “meninas mães” existem por aí? Não há como justificar uma gravidez precoce num mundo tão comunicativo.
O que quer uma mulher? Martha Medeiros numa de suas colunas responde que – “(...) uma mulher quer aprender a ser mais egoísta. Quer, ao menos uma vez na vida, pensar, só nela e em mais ninguém.” Martha tentou em seu texto responde para Freud que nós mulheres não somos tão complicadas. Às vezes acho que somos complicadas sim – não conseguimos ser egoístas porque temos o espírito materno, temos uma mania de proteger até o que não precisa de proteção. A mulher não consegue ser só mulher, ela quer ser tudo que puder ser – mãe, irmã, amante, filha, atriz, professora – são os conflitantes sentimentos femininos. E dizem por aí que somos o sexo frágil! Deixamos de ser frágeis há tempos.

Arte por alguns tostões e sua agenda valorizada

O teatro não é caro, é arte ao alcance de quem está ativo para recepção de cultura. Pense em apreciar a arte da representação e usufrua espontaneidade, exposição do improviso e interatividade imediata de público. E, se para isso for necessário, pagar alguns tostões, é justo, porque é arte. Nós brasileiros, porém, ainda preferimos programas de tvs como reality shows e novelas. Ao invés de investir em entretenimento teatral, nos enlatamos na telinha da tv de cada dia.
O que você faz com R$ 10 para o seu divertimento? Inclua arte na sua agenda. Por que não um teatrinho uma vez ou outra? A explicação para a raridade de público nos teatros talvez seja essa comodidade e facilidade proporcionada pela cultura midiática.


Opinião sobre a Matéria da Editoria de Teatro publicada no Babélia - 8ª Edição